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Dez assuntos para falar na ceia de Natal e fugir da polarização política

Lia Bock

24/12/2019 04h00

É Natal, mas dá para ser feliz? (iStock)

Em 2018 a gente chegou na ceia com os argumentos políticos engatilhados. Isso para os que compareceram, claro. Foi stress e ressentimento pra todo lado. Teve gente que demorou meses pra se recuperar. Mas, como bem cantou Belchior: se "ano passado eu morri mas esse ano eu não morro". Pois bem, bora seguir o conselho da matriarca e focar no que nos une, amém.

  • Seriados: Não existe ser humano que não tenha uma série de estimação. Geralmente não é a mesma que a dos demais, então o assunto rola solto. Se é pra discordar de alguma coisa, que seja da qualidade de A Casa de Papel.
  • Quanto tempo as crianças podem passar no vídeo game? Com que idade podem ganhar um celular? Mesmo quem não tem filho tem opinião sobre isso e é bom que já fica a mensagem para aqueles que vão ganhar gadgets de natal.
  • Recordar é viver: passe fotos antigas da família pela mesa e bora lembrar do que já se foram e como éramos inocentes na casa da praia grande.
  • Quando o silêncio imperar, fale da última traquinagens das crianças e peça pra cada um contar suas farras que acabaram mal. Vai ter um tio que caiu do pé de goiabeira, certeza. 
  • Se qualquer papo começar a enveredar para as discussões políticas (me acontece muito), esqueça a conversa e parta para a cantoria. De boca que canta não sai bobagem e o clima festivo até vai parecer sincero.

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  • Remédios! Se parte da turma tem mais de 60 anos a caixinha de remédios já virou um cesto imenso. Se cada um elencar as doenças, os exames e cada pílula que toma o evento natalino vai durar mais de cinco horas sem relar em no nome de nenhum político.
  • Facebook é nosso rei e nada nos faltará. Dê a linha que a turma agarra: não existe família que não tenha aqueles viciadinhos em redes sociais. Do vô que passa horas no banheiro à prima que posta 30 selfies por dia. Na dúvida, fale de como Mark Zuckerberg acabou com a nossa vida social.
  • Dê spoiler: fale do último filme da saga Star Wars e estrague a surpresa da galera. Melhor do que acabar com a ceia da vó no clima bolsominion contra petralha. 
  • Família real Britânica sempre funciona: Meghan, Harry, Kate, Willian e toda sua prole sempre rendem uma boa conversa frívola. Em tempos de Brexit dá até pra entrar em política internacional. Mas não cite o Donald Trump, porque aí a tática de paz e amor vai por água abaixo.
  • Se a vibe estiver pedindo um assunto mais pesadinho (pode acontecer) vá de gurus abusadores. Comece puxando João de Deus e deixe cada um trazer sua referência mais próxima. Tem horas que só a desgraça nos une, então vamos ao extremo. Tenho certeza que assim, conseguiremos passar pelo natal de 2019 sem os rachas familiares dos últimos anos.

 

 

 

 

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Comentarista na CNN Brasil, a jornalista Lia Bock começou a blogar em 2008 no site da revista "TPM", onde foi também editora-chefe. Passou por publicações como "Isto É", "Veja SP" e "TRIP". É autora dos livros "Manual do Mimimi: do casinho ao casamento (ou vice-versa)” e do "Meu primeiro livro", ambos editados pela Companhia das Letras. É mãe de quatro filhos e pode ser encontrada no Instagram @liabock e no Twitter @euliabock

Sobre o blog

Um espaço para pensatas e divagações sobre notícias, sexo, filhos, coração partido, afetações apaixonadas e o que mais parecer importante ao universo feminino.

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