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Lia Bock

O sexo acaba quando os homens gozam?

Lia Bock

06/03/2018 09h33

(iStock)

Por que a maioria dos homens acha que o sexo acaba depois que eles chegam ao orgasmo? Será uma falta de energia súbita? A mais pura preguiça? Ou excesso de falocentrismo mesmo?

Por certo eles acham que depois que gozam "não dá pra fazer mais nada". Ok, depois de uma certa idade é verdade que o pau precisa de um tempinho para se recompor. Mas e os dedos? A boca? Tá todo mundo mole?

Seguir na lida depois do gozo é treino, minha gente! Dedicação e prática.

Daí podem vir aqueles defensores da dignidade masculina e dizer: "a culpa não é nossa. São vocês que demoram demais pra gozar".

Meu bem, deixa eu te contar uma coisa: se a maninha está demorando pra gozar é porque tá faltando preliminar, precisão, treino ou conversa sobre o que ela gosta. Quando não tá faltando tudo isso junto, claro.

Pior é que a macharada ainda fica cheia de dedos com o nosso amigo vibrador. Se fossem capazes de se render aos seus encantos, garanto que fariam muito mais mulheres felizes. Mas, ao invés disso, eles perdem essa oportunidade de ouro (ou melhor, de gozo) achando que vibrador é coisa de homem que não dá conta.

Não dar conta é gozar, virar pro lado e dormir. Ou pior: virar pro lado e pegar o celular! Não dar conta é não conseguir segurar o gozo e também não se dispor a caprichar pra fazer a parceira chegar ao orgasmo depois que o pau já desceu.

Vá lá: uma vez que o cara gozou, batimento subiu demais, os drinks na veia mandaram lembrança e ele não consegue se mover podemos perdoar a falta de dedicação póstuma. Mas tem gente por aí que acha normal a parceira passar repetidas transas sem gozar.

Não, meus queridos. Normal é todo mundo sair satisfeito e refastelado da transa. É preliminar suficiente pra excitar a mulher e claro, gozo pra todo mundo.

Aliás, que tanto os caras têm preguiça de preliminar? Alguém me explica? Coisa dos deuses e das deusas ficar se excitando até virar bicho. Poucas coisas no mundo são melhores do que isso.

 

 

Sobre a autora

Comentarista na CNN Brasil, a jornalista Lia Bock começou a blogar em 2008 no site da revista "TPM", onde foi também editora-chefe. Passou por publicações como "Isto É", "Veja SP" e "TRIP". É autora dos livros "Manual do Mimimi: do casinho ao casamento (ou vice-versa)” e do "Meu primeiro livro", ambos editados pela Companhia das Letras. É mãe de quatro filhos e pode ser encontrada no Instagram @liabock e no Twitter @euliabock

Sobre o blog

Um espaço para pensatas e divagações sobre notícias, sexo, filhos, coração partido, afetações apaixonadas e o que mais parecer importante ao universo feminino.

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