Lia Bock

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Esposa e amante saindo no tapa. Até quando, meu Deus?!

Lia Bock

25/07/2017 10h59

Eu não acompanho novelas. Na escolha de como gastar meu tempo, fiz esta opção. Mas hoje, uma amiga me mandou a seguinte mensagem: “cara, a dondoca vai bater na amante do marido na novela das nove. Socorro. Até quando veremos as minas levando a culpa pelo caso fora do casamento?!”. Conclusão, assisti a novela. “A força do querer”, prazer Lia.

Foto: Divulgação

Ok, a Irene, a personagem da Débora Falabella, não é flor que se cheire e é sem dúvida a vilã estereotipada da trama. Mas mulher se pegando na porrada por causa de homem, jura? Se a arte imita a vida, não tinha nada melhor pra se imitar?

Analisemos do ponto de vista dos personagens de dentro da novela – que não sabem que a tal Irene é o mal encarnado. Ela é amante do bocó e quer destruir o casamento dele a qualquer custo para, a princípio (eu truco), ficar com ele. A esposa descobre, enche ela de porrada e resolve se separar. Sem spoiler, estou me atentando apenas ao capítulo de hoje.

Bom, temos duas mulheres girando em torno de um sujeito e tomando todas a decisões de suas vidas baseado no que ele faz. Temos a amante louca, a mulher traída que perde a cabeça mas no fundo tem razão, uma honra lavada a tapas e uma doida que, no fundo, cavou tudo isso porque… só saberemos no último capítulo, mas eu chutaria que é por vingança mesmo.

Vocês acham isso tudo normal? Se estivéssemos falando de um contexto em que pessoas voam ou domam dragões eu até que acharia mais ok, porque dai estaríamos no terreno da fantasia completa, mas isso aí é mau gosto puro. É a opção pelo posicionamento rebaixado da mulher. Todas loucas, destemperadas, fúteis ou desonestas e dependentes de um macho.

Amor, tá gostando? Ok. Mas não deixa essa novela entrar no seu subconsciente. Sério. Pode causar sérios danos. Mulheres podem ser seres equilibrados e de bom senso. Juro. Podem ser amantes e mulheres traídas (as vezes ao mesmo tempo) sem a participação de sapatadas na cara ou a presença de um plano maligno.

“Ai, Lia, mas é novela é pra divertir, entreter”. Já que é pra isso, que tal assistir o Dr. Evandro em “Sob pressão”? Ou aquele monte de seriado que estreou na Netflix e não deu pra acompanhar? Porque a esposa dondoca e a amante maldosa saindo no tapa ninguém aguenta mais, né?

Sobre a autora

A jornalista Lia Bock começou a publicar os textos sobre relacionamento que escrevia desde a adolescência em 2008, no site da revista TPM, onde se tornou redatora-chefe. Passou por publicações como Isto É, Veja SP e TRIP e foi colunista de sexo da GQ. É autora do livro "Manual do Mimimi: do casinho ao casamento (ou vice-versa)". Já morou em Pirenópolis e em Londres. Nasceu em 1978 e é mãe de dois meninos.

Sobre o blog

Um espaço para pensatas e divagações sobre sexo, filhos, coração partido, afetações apaixonadas e o espaço da mulher no mundo.

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