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Lia Bock

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Como vai seu empolgômetro?

Lia Bock

2012-08-20T18:09:11

12/08/2018 09h11

(iStock)

Existem aquelas pessoas que se apaixonam por todo mundo, acham os seres humanos todos lindos e estão cheios e ex, futuros e possíveis pretendentes. E, claro, existem aqueles que acham todo mundo mais o menos, meio feinho ou com algum defeito inviável. Vivo me perguntando como os fulanos e fulanas desse segundo grupo chegaram neste ponto.

Pra mim, essas pessoas são como aqueles fósforos que ficam na casa da praia, sabe? Não estão queimados, mas são difíceis de acender. Me questiono se foi excesso de frustração na vida, se é medo ou problema no empolgômetro.

Este é o nome que carinhosamente dei ao relógio que regula a empolgação de seres humanos solteiros que estão atrás de um parceiro ou parceira (sim porque nem todos estão, não é mesmo).

Saiu com um gato novo, conversou, experimentou quitutes especialmente feitos para a ocasião, beijou, transou e tentou mais uma vez, mas não teve vontade de responder a mensagem e nem marcar o terceiro encontro? Podemos dizer que este gato novo nem balançou o empolgômetro – mais ou menos como aquele brinquedo 'rei do martelo' que existia nos parques de diversões antigos, sabe?

Até aí tudo bem. Porque em época de paquera virtual e Tinder Premium nem todo mundo empolga mesmo. Mas o problema é quando ninguém empolga. Entra gente e sai gente e nada do empolgômetro se mover com entusiasmo. Daí, desculpem, não é possível. É preciso pensar que o problema pode não estar nos (muitos) outros, mas talvez em você.

Há uma grande probabilidade de que você não queira um parceiro(a) pra chamar de seu. Acontece e é perfeitamente normal. Aceite e se jogue no seu eu. Mas pode ser depressão. O mundo e as pessoas ficam totalmente sem graça quando estamos deprimidos. E existe a grande possibilidade de você estar procurando nos lugares errados. Tcharam.

Sim, encare os fatos, às vezes a gente precisa olhar para outro tipo gente. Mudar o perfil das paqueras. E, no geral, isso envolve se abrir pra pessoas que não costumamos olhar. O mundo é tão grande e é tão maravilhoso se surpreender com isso. Morro de preguiça de quem que só tem olhos pra um tipo exclusivo de gente. Isso vale tanto pra médico que só sai com médico, como para aquela turma que só sai com gatinhas (e gatinhos) de vinte e poucos anos. Corpos, idades, profissões, cores: deixe a diversidade fazer um afago no seu empolgômetro. Ele pode não estar quebrado, mas apenas cansado da mesmice.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

A jornalista Lia Bock começou a blogar em 2008, no site da revista TPM, onde foi também redatora-chefe. Passou por publicações como Isto É, Veja SP e TRIP e foi colunista de sexo da GQ. Hoje, é editora da plataforma Hysteria e produtora de conteúdo freelancer. É autora de "Manual do Mimimi: do casinho ao casamento (ou vice-versa)” e do "Meu primeiro livro". É mãe de quatro e sócia do ex marido no canal Ex-casados.

Sobre o blog

Um espaço para pensatas e divagações sobre sexo, filhos, coração partido, afetações apaixonadas e o espaço da mulher no mundo.